Você diz
que a culpa é da filosofia
mas não percebe
sua loucura a cada dia.
Você cria, recria,
mente, desmente
suas categorias
mas entre o dizer e o fazer
há um intransponível querer.
Você diz
que a culpa é da filosofia
mas se deixa levar
Você faz e desfaz
fala e volta atrás
dá com a língua
nos dentes demais.
No entanto,
ouça meu canto,
mais vale calar,
amar e errar.
Mais vale a solidão
e a dureza do não
do que boca cheia
e vazio coração.
quarta-feira, maio 22, 2013
Do Antigo
Ele era do tempo
em que ainda se acreditava
na imagem, na palavra
em que não se temia
a ação livre, despojada
e sua má interpretação.
Ele aparecia, sorria
se expunha
argumentava, contrastava
e até dançava.
Ele era do tempo
em que as coisas não se tornavam
descartáveis, banalizáveis,
estupidamente consumáveis.
Era do tempo
em que se sonhava
e se podia levar a sério
a inventiva porção
de seu espaço mais íntimo,
que era o coração.
em que ainda se acreditava
na imagem, na palavra
em que não se temia
a ação livre, despojada
e sua má interpretação.
Ele aparecia, sorria
se expunha
argumentava, contrastava
e até dançava.
Ele era do tempo
em que as coisas não se tornavam
descartáveis, banalizáveis,
estupidamente consumáveis.
Era do tempo
em que se sonhava
e se podia levar a sério
a inventiva porção
de seu espaço mais íntimo,
que era o coração.
terça-feira, abril 09, 2013
Indo
to indo de volta
pro meu céu azul
indo ao encontro
do meu norte,
que é o meu sul.
vou, porque o que
vai, volta
vou, porque aqui
não estou
mas em toda
a minha história.
vou indo
mas não vou tarde
antes, sorrindo
levando minha parte
minha arte, meu carinho
trilhando meu transparente destino
vou, vou indo
até mesmo porque nada fica
apenas a ilusão da permanência
mas eu, em minha inconsitência
já deixei de acreditar
na segurança do estar.
pro meu céu azul
indo ao encontro
do meu norte,
que é o meu sul.
vou, porque o que
vai, volta
vou, porque aqui
não estou
mas em toda
a minha história.
vou indo
mas não vou tarde
antes, sorrindo
levando minha parte
minha arte, meu carinho
trilhando meu transparente destino
vou, vou indo
até mesmo porque nada fica
apenas a ilusão da permanência
mas eu, em minha inconsitência
já deixei de acreditar
na segurança do estar.
Um
Te vi em sonho
e nele estavas inteiro
unido a todas as partes
das quais te ressentes
Amavas,
e eras infinito
conectavas-te a tudo
que havias perdido
Eras pleno
riso e palavra
eras parte -
mas eras o todo
Eras o que sonhavas ser
e ao apenas sonhar, dançavas
e fazias desse ser
a pura realidade.
e nele estavas inteiro
unido a todas as partes
das quais te ressentes
Amavas,
e eras infinito
conectavas-te a tudo
que havias perdido
Eras pleno
riso e palavra
eras parte -
mas eras o todo
Eras o que sonhavas ser
e ao apenas sonhar, dançavas
e fazias desse ser
a pura realidade.
sexta-feira, março 15, 2013
Deus
Vida é um dom
é o sopro
é a sorte
é o sangue
é dádiva
doçura
diamante
Vida é o que vem
é o que vai
é o instante
Vida é o que voa
é o que vibra
é o que vence
o que ventila
Vida é a voz
é a vez
é o que verte
é o grão
é o grau
é o grande
é o grito
Vida é o abrigo
é o brilho
é o trigo
é o trago
é trágico
é mágico
é vida.
é o sopro
é a sorte
é o sangue
é dádiva
doçura
diamante
Vida é o que vem
é o que vai
é o instante
Vida é o que voa
é o que vibra
é o que vence
o que ventila
Vida é a voz
é a vez
é o que verte
é o grão
é o grau
é o grande
é o grito
Vida é o abrigo
é o brilho
é o trigo
é o trago
é trágico
é mágico
é vida.
terça-feira, março 05, 2013
Com carinho
Como um presentinho
abra seu coração
com um gesto de carinho
desembrulhe com atenção
Desfaça o lacinho
e aos poucos retire o papel
delicadeza nos dedinhos
e ternura como mel.
abra seu coração
com um gesto de carinho
desembrulhe com atenção
Desfaça o lacinho
e aos poucos retire o papel
delicadeza nos dedinhos
e ternura como mel.
Renda
Sou rendeira
com meus dedos
teço o tempo
tranço fios
e movimento
Rendo-me
às flores
aos intervalos
às voltas
e laços
Rendo a branca matéria
o fio passivo
a forma etérea
a matemática da arte
que se faz primavera.
com meus dedos
teço o tempo
tranço fios
e movimento
Rendo-me
às flores
aos intervalos
às voltas
e laços
Rendo a branca matéria
o fio passivo
a forma etérea
a matemática da arte
que se faz primavera.
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