Sim, mas sim!
Sim, mas não!
Sim que é sim, sim que é não,
não que é sim, ou talvez,
apenas solidão.
Amor que é ódio,
verdade pura mentira,
o eu que não se acha,
o outro que é apenas eu mesmo.
Paradoxos aberrantes
das tristezas sorridentes
e das falsidades
que se dizem amizades.
O auto-engano
que se quer realidade
e a fantasia que a tudo
melhor explica.
Máscaras coladas às faces
faces sem formas
corpos sem memórias
palavras sem fundo
limpeza que nunca se livra do imundo:
é esse o mundo caduco
que habita na cavidade
cerebral do obscuro
é essa toda a falação do mudo,
é essa toda a solidão
que se vive em grupo.
Sim, mas não
afirmação da pura
negação.
quinta-feira, junho 25, 2015
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Sentido da poesia
Alguém me disse que a poesia precisa ter sentido, dizer coisas conexas, senão, não é poesia. O que é ter sentido? Que sentido é esse que s...
-
Quando Michel de Montaigne escreveu "Sobre os canibais" no ´século 16, ele sonhou em contar a Platão sobre a beleza deste lugar e...
-
Alguém me disse que a poesia precisa ter sentido, dizer coisas conexas, senão, não é poesia. O que é ter sentido? Que sentido é esse que s...
-
Deste tempo que parou, o que ainda se arrasta do tão sonhado e triunfal encontro com a poesia? Algumas palavras roubadas, gestos alheios, f...
Nenhum comentário:
Postar um comentário