Sou dona daqueles pensamentos
que não silenciam
embora eles não pertençam a mim.
Falam como um trôpego, um bêbado
porque há vozes que não querem calar:
deixo-as falar e,
cansadas da tagarelice
elas adormecem.
de tanto gritar, resmungar, urrar, malograr
elas louvam céus e ar
o ódio e o amar -
exaustas
viram-se de lado
do orgasmo de pensar
sábado, janeiro 08, 2011
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